Veganismo - quando a vida pessoal e a vida acadêmica se conectaram
De forma muito sutil, o veganismo se consolidou em minha vida como uma resposta à diversos problemas que fui identificando na sociedade. O tratamento violento aos animais não humanos, o desgaste ambiental causado pela produção de animais para consumo, a indústria alimentícia, farmacêutica e de entretenimento lucrando em cima de sujeitos considerados como objetos, a força de trabalho humana submetida a trabalhos extremamente insalubres para a produção e tratamento da carne, o debate ético e moral acerca das escolhas sociais e individuais que fazemos, além da forma de nutrir e cuidar do meu próprio corpo. Essas questões foram se tornando cada vez mais concretas com relação às minhas reflexões de como viver e agir no mundo, e em 2015 uma resposta que me pareceu ajustar meus pensamentos com minhas atitudes foi extinguir o uso animal de qualquer uma de minhas práticas - alimentação, vestimenta, cuidados pessoais, entretenimento e outros.
Quanto mais eu estudava e aprofundava sobre essas temáticas mais eu queria partilhar esse conhecimento com o mundo. Todo evento da Faculdade de Educação em que eu podia ter esse espaço (como Semanas de Educação e UPA), o fazia! E então em 2018 surgiu a oportunidade de oferecer o Curso Veganismo e suas Interfaces pelo TOPE na UNICAMP. Dali para frente as conexões com a Educação Ambiental e com minha prática como educadora cresceram imenso! Incontáveis espaços formativos tanto no contexto da UNICAMP quanto em Atibaia.
Comecei a conhecer autores de diversos campos que se propõem a repensar a relação entre animais humanos e animais não humanos e enveredei pelo caminho de pensar academicamente sobre o assunto. E pelo gosto na cozinha e pelo pensamento sempre focado nos processos educativos, minha maior realização nessa área é quando alguém diz: "gostaria de ir para o veganismo, me ajuda?!"


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