Pedagogia Waldorf - flores com espinhos
Meu primeiro contato com a Pedagogia Waldorf foi como irmã. Quando eu tinha 13 anos meu irmão (3) foi estudar em uma escola particular Waldorf. Foi a descoberta de um novo mundo para minha família. Para que meu irmão tivesse a continuação dos estudos dentro da pedagogia e filosofia meus pais compuseram um grupo para a criação de uma escola associativa, que funcionou durante um ano mas não teve fôlego para prosseguir com as atividades.
Permaneci junto à escola como voluntaria auxiliando nas atividades e eventos quando necessário. A seguir, já cursando pedagogia e sempre engajada com as atividades corporais, me tornei professora de circo para as crianças de 5-7 anos. Aos poucos, com a vida já mais deslocada para Campinas, trabalhei como materneira em um Jardim de Infância em Barão Geraldo. Ali pude aprofundar minha concepção teórica e prática tanto da Antroposofia quanto da Pedagogia Waldorf. Fiz cursos e formações, participei de eventos, levei algumas reflexões para a academia e, apesar de ter tido experiências muito importantes para minha formação, comecei a me distanciar de algumas concepções fomentadas por esta perspectiva pedagógica. Vejo como potencial a compreensão da integralidade do ser e, consequentemente, da educação deste ser. E como principal limite a forma de interação com a realidade e as questões estruturantes da sociedade em que vivemos.



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